
Causas da Ansiedade e Tratamento
Ela costuma surgir da combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais.
Fatores Biológicos
Relacionados ao funcionamento do corpo e do cérebro:
- Predisposição genética (histórico de ansiedade na família)
- Alterações em neurotransmissores do cérebro
- Estresse crônico que afeta o sistema nervoso
- Problemas de sono ou fadiga constante
Fatores Psicológicos
Ligados à forma como a pessoa pensa e interpreta situações:
- Pensamentos negativos ou catastróficos
- Baixa autoestima
- Medo excessivo de errar ou ser julgado
- Perfeccionismo
- Dificuldade em lidar com emoções ou frustrações
Fatores Ambientais ou Sociais
Experiências de vida e situações externas que geram estresse:
- Conflitos amorosos ou familiares
- Pressão no trabalho ou nos estudos
- Traumas ou experiências difíceis
- Mudanças importantes na vida (mudança de cidade, perda de alguém, separação)
- Excesso de responsabilidades
Estilo de Vida
Alguns hábitos também podem aumentar a ansiedade:
- Consumo excessivo de cafeína
- Falta de atividade física
- Uso excessivo de redes sociais
- Rotina muito estressante
O Tratamento da Ansiedade
O tratamento da ansiedade precisa ser compreendido de forma cuidadosa e individualizada, pois cada pessoa vivencia esse sofrimento de maneira única. A escolha do tratamento costuma depender da intensidade dos sintomas, da história de vida do indivíduo e de suas necessidades emocionais. Nesse processo, diferentes estratégias podem ser combinadas, como psicoterapia, uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida.
A psicoterapia tem um papel fundamental no cuidado com a ansiedade. Tornando possível identificar padrões de pensamentos e distorções, além de permitir que a pessoa aprenda maneiras mais saudáveis de interpretá-los. Assim, o indivíduo passa a desenvolver maior consciência sobre si mesmo e adquire recursos para lidar com situações que antes despertavam ansiedade.
Em alguns casos, especialmente quando os sintomas são mais intensos ou persistentes, o uso de medicamentos pode ser indicado. Medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos podem ajudar a estabilizar os sintomas e proporcionar melhores condições para que a pessoa se envolva no processo terapêutico. No entanto, essa decisão deve sempre ser feita com acompanhamento médico, considerando os benefícios, os possíveis efeitos colaterais e as necessidades específicas de cada paciente.
Desse modo, o tratamento da ansiedade não se resume a uma única solução, mas envolve um conjunto de práticas que incentivam o autoconhecimento, o cuidado com o corpo e o fortalecimento de estratégias para enfrentar os desafios do cotidiano.
Este conteúdo pode oferecer reflexões e informações, mas não substitui o espaço de cuidado que o acompanhamento psicológico proporciona.
Referências
- AZEVEDO, L. C. M. et al. Transtornos de ansiedade durante a formação médica, 2025.
- Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
- NASCIMENTO M., J. L. et al. Efeitos da pandemia na saúde mental: epidemiologia do estresse, ansiedade e depressão pós-COVID-19, 2024.
- OLIVEIRA, E. B. L. et al. Aumento dos casos de ansiedade pós-pandemia da COVID-19 no Brasil, 2024.
- PINTO, E. B. Dialogar com a ansiedade: uma vereda para o cuidado. São Paulo: Summus, 2021.
Sobre a Profissional

Cristina Santana
Psicóloga CRP 06/105076
Psicóloga com mais de 14 anos de experiência, especializada no atendimento de mulheres que enfrentam ansiedade, baixa autoestima e dificuldades emocionais. Atua com uma abordagem acolhedora, ética e humanizada, auxiliando suas pacientes a viverem com mais leveza, autenticidade e significado. Autora organizadora do livro Jardim Interior.
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